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No STF prefeito de Guarantã do Norte destaca avanço em conciliação entre Mato Grosso e Pará e defende população da divisa

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Da redação – ROTA MT

O prefeito de Guarantã do Norte, Márcio Gonçalves, avaliou como importante a audiência de conciliação realizada no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para discutir os impactos da disputa territorial entre os estados de Mato Grosso e Pará. Segundo ele, a questão vai muito além da definição de limites geográficos e envolve diretamente o atendimento à população que vive na região conhecida como Vale do 15.

Ao lado do vereador Zilmar Assis e do secretário municipal Alex Pilatti, o prefeito destacou que centenas de moradores dependem dos serviços públicos oferecidos por Guarantã do Norte, apesar de residirem em uma área situada na região de divisa entre os dois estados.

“Audiência de conciliação entre os Estados do Mato Grosso e do Pará. Entretanto, uma disputa por áreas envolve muito mais que a divisa dos estados. Envolve a necessidade de atender as pessoas. Centenas de moradores do Vale do 15, que precisam ser atendidos com serviços públicos”, afirmou Márcio Gonçalves.

Após o encerramento da reunião, o prefeito informou que uma nova rodada de negociações seria realizada ainda durante a tarde, com o objetivo de buscar entendimentos entre os governos estaduais e os municípios envolvidos.

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“Pessoal, terminou agora aqui a audiência de conciliação entre o Estado do Mato Grosso e o Estado do Pará. Estamos aqui ainda no STF, aqui vocês veem ao meu lado o vereador Gilmar Assis e o secretário Alex Pilatti, que vieram acompanhar a gente nessa ação institucional. Na parte da tarde, às 14 horas, vai ter uma nova reunião, onde vai ser feita uma tentativa de construção de um acordo político entre os estados e também entre as prefeituras, tanto do Mato Grosso quanto do Estado do Pará”, declarou.

Durante a manifestação, o vereador Zilmar Assis reforçou a preocupação com os moradores da região e a necessidade de uma solução definitiva para o impasse.

“É uma grande preocupação nossa, dos moradores de Guarantã, com essa situação, né, prefeito? Porque são os moradores lá que precisam do atendimento da nossa cidade, então precisa ser resolvido o quanto antes. Isso é um problema que já vem há longo tempo e precisa ser resolvido. Nós queremos isso”, afirmou o parlamentar.

O secretário municipal Alex Pilatti também participou das discussões e destacou que a prestação de serviços públicos na região exige planejamento e recursos financeiros por parte do município. Segundo ele, além da autorização para atuação dos órgãos públicos, é necessário estabelecer mecanismos de compensação entre os entes envolvidos.

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“Não basta só a gente ter autorização para entrar, tem toda uma precificação dos serviços que vão ser feitos lá. Nós temos uma ânsia para atender a população do Vale do 15, mas isso gera um custo ao município de Guarantã do Norte. Tem que acontecer por meio de um pacto entre as prefeituras de Altamira, Novo Progresso e Guarantã”, explicou.

A disputa territorial entre Mato Grosso e Pará vem sendo debatida há anos e afeta diretamente milhares de moradores que dependem de serviços de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Enquanto a definição dos limites segue em discussão nas instâncias competentes, representantes dos municípios defendem a construção de acordos que garantam atendimento à população independentemente da localização geográfica.

A expectativa das lideranças que participaram da audiência é que as negociações conduzidas pelo STF possam resultar em soluções práticas para os problemas enfrentados pelos moradores da região, especialmente aqueles que dependem dos serviços públicos oferecidos pelos municípios mato-grossenses.

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