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Max Russi defende famílias da divisa e cobra solução para impasse territorial entre Mato Grosso e Pará

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Da redação – ROTA MT

Durante a audiência realizada em Brasília para discutir o limite territorial entre os estados de Mato Grosso e Pará, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, destacou que a principal preocupação deve ser a população que vive na região em disputa, e não apenas a definição de linhas geográficas nos mapas.

Ao se manifestar durante o debate, Russi ressaltou as dificuldades enfrentadas por milhares de moradores que vivem na faixa de divisa e dependem dos serviços públicos oferecidos por Mato Grosso, mesmo estando em áreas cuja arrecadação tributária é destinada ao Pará.

“Para nós, o que importa são as pessoas e não linhas em um mapa. O Pará se recusa a dar um palmo de terra, mas também não dá a mão para as famílias que vivem na divisa. Eles pagam seus impostos lá, mas na hora em que o filho adoece, é Mato Grosso quem acolhe e cuida. Não estamos politizando o assunto, estamos buscando conciliação, segurança jurídica e uma solução para que ninguém fique desamparado. Seguiremos firmes, cuidando da nossa gente, sendo mato-grossense ou paraense”, afirmou.

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A audiência reúne representantes dos dois estados, parlamentares e autoridades federais em busca de uma solução para um impasse que se arrasta há décadas e envolve uma extensa área de fronteira entre Mato Grosso e Pará. Além das questões territoriais, o debate também abrange aspectos econômicos, sociais e administrativos que afetam diretamente a população local.

Segundo lideranças mato-grossenses, a região possui forte atividade agropecuária, geração de riquezas e significativa arrecadação, mas enfrenta dificuldades relacionadas à oferta de serviços públicos, infraestrutura e segurança jurídica. A preocupação é que a indefinição sobre os limites territoriais continue prejudicando moradores, produtores rurais e investidores.

Ao defender uma solução negociada, Max Russi reforçou que o objetivo de Mato Grosso é garantir atendimento adequado às famílias que vivem na área de divisa e assegurar que os recursos arrecadados sejam revertidos em benefícios para a população local.

A discussão sobre os limites entre os dois estados segue em pauta nas esferas políticas e jurídicas, com expectativa de que os debates realizados em Brasília contribuam para a construção de um entendimento capaz de trazer estabilidade e desenvolvimento para a região.

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