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Usuários denunciam abandono e cobram providências da Via Brasil

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Da Redação rotamt.com.br

As rodovias estaduais MT-320 e MT-208 formam hoje um dos principais eixos de ligação entre os municípios do Norte e Noroeste de Mato Grosso e a BR-163, considerada a rota mais estratégica para o transporte de cargas e o escoamento da produção estadual.

O sistema concessionado em questão abrange cinco cidades, Alta Floresta, Carlinda, Nova Canaã do Norte, Colíder e Nova Santa Helena, beneficiando diretamente mais de 110 mil habitantes. Além disso, a área de influência do trecho atende outras localidades que utilizam a via como principal acesso para logística, serviços e deslocamentos diários.

A maior extensão administrada pela Via Brasil está na MT-320, que concentra aproximadamente 159 km do total de 188 km concedidos. O percurso começa no entroncamento com a BR-163, em Nova Santa Helena, segue por Colíder e Nova Canaã do Norte e chega até Carlinda. Ao longo desse trajeto estão instaladas duas praças de pedágio e duas Bases de Serviços Operacionais, responsáveis por suporte, atendimento aos usuários e monitoramento viário.

No segmento entre Carlinda e Alta Floresta, com cerca de 29 km, há ainda uma praça de pedágio adicional, ampliando a estrutura de cobrança e manutenção prevista em contrato.

As duas rodovias, somadas, seguem como corredores indispensáveis para o desenvolvimento econômico regional, com papel direto na integração entre municípios e no fluxo diário de mercadorias e população.

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Existe um contrato em que a Via Brasil se tornou  a “administradora” dos trechos acima citados, sendo de sua obrigatoriedade, manutenção, sinalização e conservação, porém usuários reclamam, estão na bronca com a Via Brasil e questionam:

“Até quando?”… Até quando a Via Brasil vai tratar a MT-320 e MT-208 com tamanho descaso?

A sensação geral é de abandono e o caso mais recente reforça essa preocupação: um caminhão tombou às margens da rodovia na noite de ontem, pra ser mais exato, entre o km 442 e o trevo Piovesan, e não havia sequer sinalização preventiva no local. Muito menos a presença do carro de inspeção, que segundo usuários, passa longos períodos sem circular.

O episódio expôs, mais uma vez, um problema recorrente: a concessionária não tem cumprido o básico, que é garantir condições mínimas de segurança, atendimento e monitoramento. Para completar, o 0800 disponibilizado para emergências não atende, segundo relatos de motoristas que tentaram contato após o acidente.

A pergunta que ecoa entre quem utiliza diariamente a via é simples e direta: até quando a população do extremo norte ficará à mercê desse descaso?

Cobrar pedágio pressupõe oferecer estrutura adequada. No entanto, os relatos indicam que a realidade é totalmente oposta. A ausência de rondas constantes, a demora para atendimento em situações de risco e a inexistência de sinalização emergencial deixaram evidente que algo está muito errado na gestão da rodovia.

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Para quem depende da MT-320 para trabalhar, estudar ou acessar serviços essenciais, a insegurança virou rotina. “Estamos pagando por um serviço que não existe”, desabafa um motorista que trafega pelo trecho diariamente.

Autoridades precisam reagir

Diante da sequência de falhas, cresce a pressão para que os deputados estaduais, órgãos de fiscalização e o próprio Governo do Estado cobrem explicações e providências imediatas da Via Brasil.
A população tem exigido que as autoridades intensifiquem a fiscalização, verifiquem o cumprimento das obrigações contratuais e, se necessário, apliquem sanções ou até reavaliem o contrato de concessão.

Insatisfação que não pode mais ser ignorada

A indignação dos usuários não é isolada, é coletiva. E se tornou insustentável. A região está cansada de promessas, enquanto acidentes se repetem e vidas continuam expostas ao risco.

Não se trata apenas de infraestrutura: é uma questão de responsabilidade, transparência e respeito com quem paga para trafegar.
A Via Brasil precisa responder e urgentemente por que a rodovia segue sem suporte adequado? Por que o 0800 não funciona? Por que os veículos de segurança não percorrem o trecho continuamente?

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