O último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso antes do primeiro turno, realizado nesta quinta-feira (1º) pela TV Vila Real, foi marcado por confrontos, acusações e discussões sobre corrupção, incentivos fiscais, violência contra a mulher, consignados, infraestrutura, saúde e RGA dos servidores.
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) foi questionado diversas vezes pelos adversários. Entre os temas mais explorados estiveram o episódio envolvendo sua ex-esposa, os incentivos fiscais concedidos a empresas das quais é acionista e o caso dos empréstimos consignados.
Ao responder sobre os servidores, Pivetta afirmou que medidas já foram adotadas e declarou: “Já temos R$ 100 milhões em juízo em defesa dos servidores, que foram assaltados sim, não concordo e tenho agido na forma da lei para defender servidores públicos.”
A candidata Doutora Natasha Slhessarenko (PSD) voltou a abordar o episódio de violência envolvendo Pivetta e afirmou ter sido impedida judicialmente de explorar o tema em sua propaganda eleitoral. Em uma das intervenções, declarou: “Eu fui silenciada, fui calada. E ainda fui chamada de mentirosa.”
O senador Wellington Fagundes (PL) também protagonizou embates com Pivetta, principalmente sobre incentivos fiscais e obras de infraestrutura. Ao criticar a intervenção no Portão do Inferno, afirmou: “Não como o Portão do Inferno que vocês esfarelaram mais de R$ 20 milhões. É o governo do fazimento mal feito.”
O empresário Rafaell Milas (Missão) concentrou suas críticas nos adversários e questionou Wellington sobre aliados e supostos beneficiários de incentivos fiscais. Em um dos momentos mais diretos, afirmou: “Se for criticar a corrupção, olhe para quem está ao seu lado, comece por aí.”
Maurício Coelho (Mobiliza) abordou principalmente questões econômicas, infraestrutura, saúde e o caso dos consignados. Ao criticar a gestão estadual, resumiu sua avaliação durante o debate: “Pivetta entrou, Mato Grosso piorou.”
Já Sargento Laudicério (Agir) adotou uma postura de cobrança em temas relacionados aos servidores públicos, violência contra a mulher e alianças políticas. Ao falar sobre a relação entre Pivetta e Wellington, afirmou: “Três meses após a eleição irão tirar fotos juntos dizendo que é uma composição pela democracia.”
O debate, que durou cerca de duas horas, terminou com considerações finais dos seis candidatos. A eleição para o primeiro turno acontece neste domingo (4), quando os eleitores de Mato Grosso irão às urnas para escolher o próximo governador do Estado.























