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Operação do Gaeco em Colíder tem engenheiro ligado à prefeitura como alvo de investigação sobre fraudes em licitações

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Uma operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) em Colíder teve como alvo um engenheiro civil que presta serviços para a administração municipal. A ação integra a Operação Regalo, investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apura supostos esquemas de fraude em licitações e pagamento de propina em contratos de obras públicas.

De acordo com informações confirmadas para a imprensa da capital pelo prefeito de Colíder, Rodrigo Benassi, o mandado de busca e apreensão foi cumprido contra o engenheiro civil Orli Júnior, profissional contratado pela prefeitura. Segundo o gestor municipal, o investigado reside há pouco tempo no município e teria vindo de outro estado.

O prefeito afirmou ainda que, até o momento, não há indícios de participação da Prefeitura de Colíder ou de servidores municipais nas investigações. Em declaração à imprensa, Benassi ressaltou que a operação não possui relação com a atual gestão administrativa.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes do Gaeco apreenderam aparelhos celulares, computadores e HDs no escritório do engenheiro. Todo o material recolhido será encaminhado para perícia técnica pelas autoridades responsáveis pela investigação em Santa Catarina.

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As apurações apontam para a existência de um suposto esquema envolvendo empresários e integrantes de núcleos político-administrativos ligados a contratos públicos firmados em municípios catarinenses. Entre os crimes investigados estão organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude em processos licitatórios e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público catarinense, há suspeitas de pagamento de vantagens indevidas relacionadas à execução de obras públicas, incluindo um percentual de propina que teria sido exigido em contratos investigados.

Além da ação em Colíder, a Operação Regalo cumpriu mandados judiciais em cidades dos estados de Santa Catarina e Mato Grosso. Ao todo, foram executados seis mandados de prisão preventiva e dezenas de mandados de busca e apreensão.

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