Pesquisar

Mulheres do campo: informação, acesso e autonomia

publicidade

 Por Andreia Fujioka

Uma política pública só cumpre o seu papel quando consegue chegar a quem realmente precisa dela.

E esse ainda é um dos grandes desafios quando falamos das mulheres do campo.
Muitas agricultoras vivem longe dos centros de atendimento, enfrentam dificuldades de acesso à internet, precisam regularizar documentos ou, muitas vezes, não sabem que determinado programa existe, quais são os critérios ou quando termina o prazo de inscrição.
Por isso, uma das principais missões da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) é justamente diminuir essa distância entre a política pública e a realidade de quem vive e produz no campo.
Esse caminho começa com informação e orientação, passa pela regularização documental e pela assistência técnica e pode chegar ao financiamento, à melhoria da produção, à agregação de valor e à comercialização.
Esse trabalho vem sendo desenvolvido em parceria com municípios, Empaer, associações, cooperativas e outras instituições ligadas à agricultura familiar. Essa rede é fundamental para que a informação não fique apenas na internet, mas chegue também às comunidades mais distantes.
Mais do que informar, o desafio é fazer com que essa informação gere resultado concreto: acesso a crédito, aprovação de projetos, melhoria da produção, novos mercados e aumento da renda.
Um exemplo importante está no último edital do Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf). As mulheres rurais estavam entre os públicos priorizados e, dos cerca de R$ 21 milhões acessados pelos beneficiários, quase 80% foram destinados a projetos liderados por mulheres.
Esse resultado mostra a importância de criar condições reais para que essas mulheres consigam acessar as oportunidades disponíveis.
Outro passo importante é conhecer melhor a realidade da agricultura familiar. Para isso, a Seaf vem fortalecendo ferramentas como o Seiaf, Sistema Estadual Integrado da Agricultura Familiar, e o Sigseaf, sistema que reúne informações sobre produtores, propriedades, atendimentos, investimentos e acesso a políticas como o Fundaaf.
Na prática, esses sistemas ajudam a identificar onde estão os agricultores e agricultoras, quais atendimentos estão recebendo e onde ainda é preciso avançar. Com informações mais organizadas, é possível planejar melhor as ações e acompanhar os resultados das políticas públicas.
Também contamos com o Índice Municipal de Agricultura Familiar, que reúne dados dos municípios e contribui para uma leitura mais completa da agricultura familiar em Mato Grosso.
Mas nenhum sistema substitui o contato com as pessoas.
Por isso, presença no território, assistência técnica, linguagem simples e parceria com os municípios continuam sendo fundamentais.
Essa é a missão que estamos desenvolvendo: fazer com que a política pública saia do papel, chegue à propriedade e se transforme em oportunidade.
E, para as mulheres do campo, queremos que essa oportunidade se traduza cada vez mais em autonomia, produção e renda.

Leia Também:  Botelho visita Escola Espírita Maria de Nazaré e reforça apoio à educação e projetos sociais

* Andreia Fujioka é servidora efetiva da carreira de Gestão Governamental e secretária de Estado de Agricultura Familiar de Mato Grosso

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade