Sorriso, conhecida como a capital nacional do agronegócio, vive um momento decisivo na política estadual. Com cerca de 125 mil habitantes e um peso econômico que vai muito além de suas fronteiras, o município quer voltar a ter voz própria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso depois de quase duas décadas de protagonismo interrompido.
Durante boa parte desse período, a cidade esteve representada por Zé Domingos, consolidando um ciclo de influência direta no Parlamento estadual. Agora, o cenário é outro. A disputa promete ser acirrada e, no meio desse tabuleiro, um nome desponta com força: Leandro Damiani.
Ex-vereador, apresentador de TV e atualmente suplente de deputado estadual pelo MDB, Damiani chega ao novo processo eleitoral credenciado por uma trajetória construída tanto na política quanto na comunicação. Em 2024, disputou a Prefeitura de Sorriso e, mesmo sem vencer, ampliou sua visibilidade e consolidou uma base eleitoral significativa. Nos bastidores, é apontado como um dos três pré-candidatos com reais chances de conquistar a tão desejada cadeira na Assembleia.
A disputa, no entanto, não será simples. Também entram no páreo o ex-deputado estadual Mauro Savi, agora no PRD, e o ex-prefeito Ari Lafin, que deixou o PSDB e se filiou ao Republicanos. Ambos têm histórico político consolidado e grupos estruturados. Há ainda o suplente Xuxu Dal Molin, do União Brasil, que participa mais como reforço de chapa.
O desafio é matemático e político. Com chapas consideradas competitivas e um quociente eleitoral que deve ultrapassar 70 mil votos, especialistas avaliam que o candidato de Sorriso que quiser garantir vaga precisará superar a marca de 30 mil votos individuais. Não é pouca coisa. Exige articulação regional, alianças estratégicas e forte presença nas ruas.
É justamente nesse ponto que Damiani aposta. Com perfil comunicativo, trânsito em diferentes segmentos e discurso voltado ao fortalecimento do agronegócio aliado a pautas urbanas, ele tenta se apresentar como a alternativa capaz de unir tradição e renovação. Seu grupo defende que Sorriso, pelo tamanho da economia e pela relevância no cenário estadual, não pode ficar sem representante direto no Legislativo.
Mais do que uma eleição individual, o que está em jogo é a retomada do protagonismo político de uma cidade que movimenta bilhões no campo e quer voltar a ter voz ativa nas decisões que impactam Mato Grosso. A corrida começou, e Sorriso acompanha de perto quem terá fôlego para cruzar essa linha de chegada.



















