O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, voltou a levantar suspeitas sobre possíveis irregularidades envolvendo a aquisição de materiais didáticos destinados à rede municipal de ensino. Segundo ele, uma empresa teria encaminhado uma grande quantidade de livros à capital mato-grossense sem que houvesse contrato formalizado, ordem de fornecimento ou qualquer documento oficial autorizando a entrega.
A declaração foi feita durante agenda pública ao lado do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Sérgio Ricardo. Conforme o prefeito, o atual comando da Secretaria Municipal de Educação vem sofrendo pressão para receber os materiais enviados ao município, mesmo sem a existência de um processo contratual concluído.
De acordo com Abilio, a empresa afirma possuir mensagens, solicitações eletrônicas e registros de conversas que indicariam tratativas feitas durante a administração anterior da pasta da Educação. Ainda assim, o prefeito destacou que nenhuma documentação oficial foi apresentada até o momento para validar a negociação.
Os materiais teriam sido armazenados em um galpão localizado na Capital. A gestão municipal agora busca esclarecer quem autorizou a remessa dos livros e em quais circunstâncias o pedido teria sido realizado.
Abilio afirmou que determinou o encaminhamento das informações aos órgãos de fiscalização e controle, incluindo Procuradoria Geral do Município, Controladoria Interna e demais instituições responsáveis pela apuração de possíveis irregularidades administrativas. Segundo ele, o objetivo é identificar responsabilidades e evitar prejuízos aos cofres públicos.
O prefeito também declarou que a atual gestão revisou contratos e procedimentos relacionados à compra de materiais pedagógicos, suspendendo aquisições consideradas excessivas. A estimativa apresentada pela Prefeitura aponta que os valores envolvidos poderiam ultrapassar dezenas de milhões de reais.
Ainda conforme o chefe do Executivo municipal, a administração pretende aprofundar as investigações para verificar se houve falhas nos trâmites legais ou tentativa de formalizar posteriormente uma contratação referente a materiais já entregues ao município.
Até o momento, não houve divulgação oficial sobre quais servidores ou ex-integrantes da Secretaria Municipal de Educação teriam participado das negociações mencionadas pelo prefeito.























