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Procon ifaz apuração sobre aumento nos preços dos combustíveis em Cuiabá

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Fonte: Estadão Mato Grosso

O Procon Municipal de Cuiabá notificou o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo) para explicar os aumentos súbitos registrados nos preços de combustíveis na capital no último mês. A reunião ocorreu na terça-feira, 12 de agosto, entre o presidente do sindicato, Claudyson Martins Alves, e a secretária-adjunta do órgão, Mariana Almeida Borges.

O preço do etanol subiu cerca de 70 centavos em menos de um mês. No meio de julho, o preço do combustível saltou de R$ 3,49 para R$ 3,99 nos postos da capital. O reajuste foi feito entre a tarde de quinta-feira, 17 de julho, e a manhã de sexta, 18. O mesmo movimento ocorreu na quinta-feira passada, 7 de agosto, quando o etanol subiu mais 20 centavos, chegando ao preço de R$ 4,19 por litro. Em ambos os casos, os preços foram reajustados em quase todos os postos da capital no mesmo dia.

O preço da gasolina também subiu no mesmo patamar nas duas ocasiões: cerca de 50 centavos em meados de julho e mais 20 centavos na semana passada.

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Segundo Claudyson, três fatores principais influenciam nos reajustes: o preço do petróleo, definido no Brasil pela Petrobras; a cotação do dólar; e o custo do frete até Cuiabá, que varia entre etanol e gasolina. Ele afirmou que os combustíveis comprados nas últimas semanas já vinham sofrendo reajustes graduais e que os postos só repassam a alta ao consumidor quando o estoque mais barato é totalmente substituído.

Ainda de acordo com o presidente, a maioria dos postos sindicalizados pretende reduzir os preços, já que aumentos não são atrativos para o negócio, e alguns estabelecimentos já começaram a baixar o valor do litro.

A advogada do Sindipetróleo lembrou que, no início de agosto, foi aprovado o aumento no teor de etanol anidro na gasolina, o que pode elevar a demanda nas usinas e, consequentemente, reduzir o preço da gasolina. No entanto, destacou que, com a alta do dólar e o preço do petróleo atrelado às decisões da Petrobras, não há expectativa de queda no custo de aquisição junto à distribuidora nacional, fator que influencia diretamente a revenda nos postos.

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Após o encontro, a secretária-adjunta Mariana Almeida Borges afirmou que o Procon busca conciliar interesses de empresas e consumidores, garantindo transparência e cumprimento das leis, mas respeitando a livre concorrência.

“Acionamos nossos fiscais para entrarem em contato com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), responsável por fiscalizar postos de combustíveis, a fim de realizarmos uma força-tarefa para verificar se os postos da capital aumentaram os valores somente após receberem combustíveis com preços reajustados pela distribuidora. Vamos continuar alertas sempre que houver situações como essas”, disse.

O Procon vai analisar as informações e decidir se tomará novas medidas.

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