O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a Santa Casa de Misericórdia não será desativada de forma imediata e que qualquer decisão nesse sentido dependerá do pleno funcionamento do Hospital Central. Segundo ele, a transição entre as duas unidades exige cautela e planejamento para não comprometer o atendimento à população.
De acordo com Abilio, embora o Hospital Central já tenha sido oficialmente inaugurado pelo Governo de Mato Grosso, o processo ainda está em fase inicial. A unidade passa por ajustes operacionais e administrativos que demandam tempo até que toda a estrutura esteja preparada para absorver, de maneira integral, os serviços hoje prestados pela Santa Casa. A estimativa é de que esse período leve entre quatro e cinco meses.
O prefeito ressaltou que apenas após a consolidação do funcionamento do Hospital Central será possível avançar nas discussões sobre o futuro da Santa Casa, incluindo a eventual transferência definitiva dos atendimentos e a destinação do prédio. Para ele, a prioridade é garantir que não haja descontinuidade nos serviços de saúde oferecidos à população cuiabana.
Atualmente, a Santa Casa opera sob requisição administrativa do Governo do Estado desde 2019, funcionando como Hospital Estadual Santa Casa. O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), já sinalizou que o Estado planeja deixar o imóvel em 2026, alinhando-se à reestruturação da rede hospitalar com a entrada em operação do Hospital Central.
Paralelamente às tratativas na área da saúde, a Justiça do Trabalho conduz um processo para a venda do prédio da Santa Casa. Após a ausência de interessados nos primeiros editais, o valor do imóvel foi reduzido para R$ 39.120.216,07. A previsão é de que a desocupação do complexo hospitalar, atualmente sob gestão estadual, ocorra até abril de 2026, condicionada ao avanço das negociações e à reorganização dos serviços hospitalares no Estado.


















