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Wellington Fagundes critica desfile na Sapucaí e questiona uso político do Carnaval

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O senador Wellington Fagundes (PL-MT) reagiu com críticas ao desfile apresentado neste domingo (16) no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Para ele, houve uso indevido de um evento cultural de grande alcance para difundir conteúdo com viés político-partidário, o que, segundo o parlamentar, descaracteriza a finalidade artística da festa.

A apresentação da escola Acadêmicos de Niterói ganhou projeção nacional ao levar para a avenida um enredo que exaltou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e trouxe referências diretas a episódios recentes da política brasileira. Um dos carros alegóricos chamou atenção ao retratar um personagem caracterizado como palhaço, atrás das grades e com tornozeleira eletrônica rompida, numa alusão interpretada por muitos como direcionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em outra ala, o mesmo personagem surgiu cercado por cruzes, remetendo às vítimas da pandemia de Covid-19.

A comissão de frente também encenou momentos marcantes da política nacional, incluindo a passagem da faixa presidencial de Lula para Dilma Rousseff e, na sequência, uma representação do processo de impeachment com a entrada de Michel Temer.

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Em nota divulgada nesta segunda-feira (17), Wellington afirmou que não se trata de questionar a liberdade artística do Carnaval, mas de discutir o respeito às regras eleitorais. Ele argumenta que eventos transmitidos para o Brasil e para o exterior não devem servir como instrumento de promoção política fora do período permitido pela legislação.

Antes do desfile, o Tribunal Superior Eleitoral analisou pedido relacionado ao caso e entendeu que não seria possível classificar previamente a apresentação como propaganda antecipada, já que o conteúdo ainda não havia sido exibido. No entanto, os ministros ressaltaram que a decisão não impediria eventual análise posterior, caso houvesse indícios de irregularidade.

Segundo o senador, a representação protocolada busca justamente uma avaliação técnica com base na Lei 9.504/97, que regula as eleições no país. Ele defende que a Justiça Eleitoral examine o conteúdo apresentado para verificar se houve promoção político-eleitoral antecipada, garantindo, nas palavras dele, equilíbrio e isonomia no processo democrático.

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