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Rota da economia: prefeito Abilio propõe encerrar Empresa Cuiabana de Saúde após crise financeira

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TOM ALVES – ROTA MT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reforçou a defesa pela extinção da Empresa Cuiabana de Saúde Pública ao detalhar a situação financeira considerada insustentável do órgão. Segundo ele, a empresa acumula um passivo que ultrapassa R$ 200 milhões, concentrado principalmente em dívidas trabalhistas, o que inviabiliza a continuidade do atual modelo de gestão.

Ao comentar o cenário, Abilio foi direto ao apontar que a proposta tem como base a necessidade de reduzir gastos e reorganizar a administração da saúde no município. “É por economia. A Empresa Cuiabana de Saúde Pública, que administra o HMC e o São Benedito, está com mais de R$ 200 milhões de dívidas trabalhistas”, afirmou o prefeito.

Ele também destacou que, ao longo dos anos, a empresa deixou de cumprir obrigações legais com seus funcionários. “Durante muito tempo, ela não pagou acerto rescisório das pessoas que mandava embora. Ela não pagou FGTS, INSS, de muita gente que trabalhava lá”, acrescentou.

De acordo com Abilio Brunini, o volume da dívida inclui débitos com o Governo Federal, o que torna praticamente impossível regularizar a situação administrativa e financeira da Empresa Cuiabana. Esse cenário, segundo ele, já compromete a prestação dos serviços de saúde, especialmente no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e no Hospital São Benedito, atualmente sob gestão da empresa.

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O prefeito confirmou ainda a intenção de encaminhar, ainda neste ano, um projeto de lei à Câmara Municipal propondo o encerramento das atividades da Empresa Cuiabana de Saúde Pública. Ele lembrou que o município também foi notificado pelo Ministério Público para realizar concurso público na área da saúde, mas avalia que a medida, neste momento, agravaria o problema. “Se faço concurso público para a Empresa Cuiabana de Saúde, com toda essa quebradeira que ela está, vai ser pior”, disse.

Para Abilio, manter a estrutura atual sem resolver o endividamento representa risco tanto para os cofres públicos quanto para os próprios trabalhadores. A proposta deve agora entrar no debate do Legislativo municipal, onde será analisada pelos vereadores.

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