Uma educadora da rede municipal de ensino foi assassinada a tiros na madrugada desta segunda-feira (16), no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. O autor do crime, segundo a Polícia Militar, seria o ex-marido da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento. Ele acabou morrendo pouco tempo depois, durante uma intervenção policial.
A vítima tinha 51 anos e atuava na educação pública desde 2009. Atualmente, trabalhava como cuidadora de alunos com deficiência em uma escola do município. De acordo com as informações preliminares, o suspeito teria invadido a residência durante a madrugada e efetuado disparos. Quando as equipes de socorro chegaram, a professora já estava sem vida.
Após o crime, o homem fugiu da região e foi localizado em outro bairro da capital. Conforme relatos, havia a suspeita de que ele poderia praticar um novo feminicídio, desta vez, contra a própria filha fator que motivou a ação de um policial que estava de folga. O suspeito foi atingido e morreu no local.
O caso será investigado pela Polícia Civil. Os corpos foram encaminhados à perícia para os procedimentos legais.
A morte da professora gerou forte repercussão entre colegas, alunos e autoridades. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, divulgou nota lamentando o ocorrido e reforçando a necessidade de enfrentar a violência contra as mulheres com mais rigor. A primeira-dama Samantha Iris também se manifestou, assim como o secretário municipal de Educação, Amauri Monge Fernandes.
Nas redes sociais, ex-alunos e colegas de trabalho lembraram da dedicação da professora e cobraram justiça. Muitos destacaram que ela possuía medida protetiva contra o ex-marido, o que reacendeu o debate sobre a efetividade desse tipo de instrumento quando não há fiscalização rigorosa.
O crime volta a colocar em pauta a discussão sobre feminicídio e a necessidade de políticas públicas mais eficazes para garantir proteção real às mulheres em situação de ameaça. Para amigos e familiares, fica a dor da perda e o apelo por respostas concretas diante de mais uma vida interrompida pela violência.
























