O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou neste domingo (2) que não concorda com a aliança firmada entre o PL e o MDB para as eleições de 2026 em Mato Grosso. A declaração foi publicada em suas redes sociais, poucas horas após a confirmação da chapa que terá o senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo do Estado, ao lado do deputado federal José Medeiros (PL) e da deputada estadual Janaína Riva (MDB) como candidatos ao Senado.
Na publicação, Abilio deixou claro que não pretende apoiar a composição e afirmou que sua posição está alinhada com sua trajetória política. “Não estarei com o MDB. Não posso ser incoerente”, escreveu.
Para justificar sua posição, o prefeito relembrou disputas recentes envolvendo candidatos do MDB e do PL em diversas cidades de Mato Grosso. Entre os exemplos, citou o deputado estadual Eduardo Botelho, adversário na eleição municipal de Cuiabá e atualmente filiado ao MDB, além de mencionar embates políticos em Rondonópolis, Primavera do Leste e Várzea Grande, onde candidatos das duas siglas estiveram em lados opostos nas últimas eleições.
Segundo Abilio, a união entre os partidos ignora diferenças políticas construídas ao longo dos últimos anos. Em sua avaliação, não é possível tratar antigos adversários como aliados apenas em razão de uma composição eleitoral.
O prefeito também fez referência à vice-prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa, que recentemente deixou o Novo para ingressar no MDB. Na publicação, ele afirmou: “Minha vice, que mudou de partido, critica o Bolsonaro e me critica, foi para o MDB”.
Ao encerrar a manifestação, Abilio indicou que manterá seu posicionamento mesmo que a direção partidária decida seguir outro caminho em Mato Grosso. “Se meu partido em Mato Grosso juntar com o PT por fidelidade partidária, tenho que apoiar o PT? Não esperem isso de mim. Ou me libera, ou tolera, ou expulsa. Com o PT e MDB eu não vou”, declarou.
A manifestação do prefeito evidencia um novo foco de tensão dentro do PL em Mato Grosso, em meio às articulações para a formação da chapa que disputará o Palácio Paiaguás e as vagas ao Senado nas eleições do próximo ano.


















