Por: Tom Alves – rotamt.com.br
Em encontro com um clima harmonioso realizado em Cuiabá na segunda-feira, 24, o prefeito de Brasnorte, Edelo Ferrari, que carrega sempre a missão de trabalhar no presente, construindo o futuro, encabeçou uma articulação política para tentar frear o decreto presidencial que redefine e amplia a demarcação de terras indígenas, medida que, segundo lideranças locais, põe em risco a dinâmica produtiva e a segurança jurídica da região, afinal, o decreto do presidente Lula pretende ampliar o território Indígena Manoki de 46 mil para 250 mil hectares.
A audiência com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, contou com a presença de produtores rurais de Brasnorte e Campo Novo do Parecis, o vice-presidente do Sindicato Rural de Brasnorte, Cleber José, o secretário municipal de Agricultura, Evandro Adams, representantes de associações ligadas ao setor e outras lideranças regionais.
“Vale enaltecer a disposição do ministro Fávaro em colaborar com a nossa pauta, sempre disposto a nos ajudar e atender às nossas reivindicações”, disse o prefeito Edelo Ferrari ao deixar a reunião, frase que resume o tom do encontro, firme, operativo e com foco claro na busca por reversão do decreto.
Produtores e representantes foram incisivos. Um dos presentes sintetizou o temor que moveu o grupo, “Não se trata só de hectares no papel; é a sobrevivência de famílias e de cadeias produtivas inteiras que sustentam nossa região.” Cleber José e Evandro Adams reforçaram a necessidade de uma resposta organizada e técnica por parte dos municípios.
Analistas ouvidos pela reportagem do portal de notícias de Mato Grosso rotamt.com.br avaliam que a resistência política será complexa e exigirá esforço técnico, estudos de impacto, laudos agronômicos e uma narrativa que possa equilibrar direitos indígenas e direitos dos moradores e produtores afetados. No campo político, porém, o gesto de Fávaro foi interpretado como um sinal de que a pauta de Brasnorte terá um canal aberto em Brasília.
Produtores e autoridades prometem intensificar ações, audiências públicas, mobilizações técnicas e interlocução direta com parlamentares, na tentativa de transformar a articulação de Cuiabá em resultados concretos para Brasnorte e região.
O prefeito Edelo Ferrari já havia afirmado para a imprensa que a decisão do Governo Federal surpreendeu negativamente o poder público, classe produtora e as comunidade indígena.
“Nossos amigos indígenas já deixaram muito claro, não buscam mais terras, e sim melhores condições de produção nas terras que já possuem”, destacou o prefeito, ainda segundo Ferrari, o ministro da agricultura já se posicionou publicamente em favor da agenda apresentada e “atencioso Fávaro se colocou à disposição para articular junto ao Governo Federal a revogação do decreto”. Mais que palavras, segundo o prefeito, houve compromisso em buscar canais e costurar interlocuções que elevem a pauta de Brasnorte ao centro das decisões.
Com a missão recebida do ministro, Ferrari retorna para Brasnorte com um plano claro, mobilizar produtores, entidades e lideranças para fortalecer uma agenda institucional capaz de pressionar pela revogação do decreto. “Fui incumbido pelo ministro de mobilizar produtores e lideranças no que diz respeito ao fortalecimento de uma agenda institucional cujo objetivo principal é garantir a revogação do Decreto”, afirmou o prefeito Ferrari que abraçou a causa e está correndo muito para resolver essa situação junto às autoridades.

























