O tabuleiro político de Mato Grosso começou a se movimentar mais cedo para 2026. O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, confirmou que vai assumir o comando do Podemos no Estado e já traça metas ambiciosas para a próxima eleição.
A aposta é alta. Nos bastidores, Russi avalia que a legenda pode sair das urnas como uma das maiores bancadas da Assembleia. Ele projeta não só a própria reeleição, mas também a eleição de pelo menos outros cinco deputados estaduais pelo partido. A confiança, segundo ele, vem do perfil dos nomes que estão sendo articulados e do espaço político que a sigla pretende ocupar.
Para dar o pontapé inicial nessa nova fase, está sendo organizado um grande ato de filiações no dia 7 de março. A ideia é mostrar força, atrair lideranças regionais e consolidar o partido como alternativa competitiva no cenário estadual.
Entre os nomes que começam a ganhar destaque está o da arquiteta e urbanista Scheila Pedroso, atual secretária de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop. Com atuação ligada à gestão urbana e políticas habitacionais, ela surge como pré-candidata a deputada estadual com foco na representação do Nortão.
Natural de Terra Nova do Norte e com trajetória também construída em Sorriso, Scheila construiu espaço na gestão do prefeito Roberto Dorner, especialmente na área de moradia popular. Além disso, tem atuado em pautas relacionadas à defesa das mulheres, inclusão e conscientização sobre o autismo.
A possível candidatura dela atende a uma estratégia clara do grupo: fortalecer o partido fora do eixo da capital e ampliar a presença no interior, principalmente na região Norte do Estado, que tem peso eleitoral crescente.
Com a reorganização partidária em curso e novas lideranças sendo colocadas no jogo, o movimento liderado por Max Russi sinaliza que a disputa de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. Resta saber se a projeção otimista se confirmará nas urnas ou se o cenário ainda reservará surpresas até lá.






















