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Mauro Mendes reage a críticas e diz que ataques têm motivação eleitoral

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Com a aproximação do calendário eleitoral, o ambiente político em Mato Grosso começa a esquentar. E o governador Mauro Mendes deixou claro que, na avaliação dele, parte das críticas direcionadas ao seu governo tem motivação política.

Sem citar nomes, o chefe do Executivo classificou como “denuncismo” os questionamentos recentes envolvendo sua gestão. Segundo ele, adversários estariam antecipando o debate eleitoral por meio de ataques e acusações que, na visão do governador, não se sustentam tecnicamente.

As declarações foram dadas em meio à repercussão de dois temas que ganharam espaço no noticiário: o contrato do Estado com a empresa Oi e a instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa para apurar a situação da saúde pública.

Sobre o caso da Oi, Mauro afirmou que a Procuradoria-Geral do Estado deve apresentar esclarecimentos técnicos para rebater o que considera versões distorcidas. Ele destacou que, em um dos acordos firmados, houve devolução de aproximadamente R$ 308 milhões em ICMS aos cofres estaduais. Em outro ponto, segundo ele, a própria PGE teria se posicionado contra a autocomposição por falta de respaldo legal.

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As críticas ao contrato foram formalizadas pelo ex-governador Pedro Taques, que ingressou com ação popular pedindo a nulidade do acordo e o bloqueio de bens dos envolvidos, além de levar o caso a órgãos de controle. Taques sustenta que parte dos recursos teria sido direcionada a fundos com ligação a empresas relacionadas a familiares do governador e do deputado federal licenciado Fábio Garcia.

Mauro Mendes reagiu dizendo que já enfrentou situações semelhantes no passado. Ele relembrou acusações feitas contra ele no contexto da Operação Ararath, em 2014. Segundo o governador, embora tenha sido absolvido posteriormente, o episódio trouxe desgaste político e pessoal significativo.

No campo político, o governador também comentou a possibilidade de disputar uma vaga no Senado. Caso decida entrar na corrida e seja eleito, afirmou que pretende defender mudanças na legislação para endurecer punições contra acusações falsas. Para ele, é preciso equilibrar liberdade de expressão com responsabilidade, criando mecanismos que desestimulem denúncias consideradas levianas.

O discurso de Mauro sinaliza que o debate eleitoral já começou, ainda que de forma indireta. Entre CPIs, ações judiciais e trocas de acusações, o cenário indica que os próximos meses devem ser marcados por embates intensos  tanto no campo jurídico quanto no político.

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