O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), deixou claro que não pretende se deixar conduzir por movimentos alheios nem por acordos fechados nos bastidores. Ao comentar as articulações que começam a se desenhar para a disputa ao Senado, Pivetta adotou um discurso de prudência e reafirmou sua intenção de manter autonomia política.
Em entrevista recente, o vice-governador foi provocado a se manifestar sobre a aproximação do governador Mauro Mendes (União Brasil) com lideranças ligadas ao bolsonarismo, movimento que ganhou força após um gesto público de diálogo com o senador Wellington Fagundes (PL). Nos meios políticos, a cena foi interpretada como um sinal de possível composição eleitoral envolvendo nomes alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sem entrar em especulações, Pivetta evitou antecipar cenários e destacou que não comenta articulações que não dependem diretamente dele. A mensagem foi direta: o jogo ainda está em aberto, e qualquer leitura precipitada pode distorcer a realidade do momento.
O vice-governador reforçou que, hoje, sua base mais sólida está dentro do Republicanos. Segundo ele, o partido já deu aval para que siga como pré-candidato, o que lhe garante tranquilidade para continuar o projeto político sem depender, neste estágio, de acordos externos.
Apesar disso, Pivetta não fechou portas. Disse estar disposto a conversar com outras legendas, mas fez questão de estabelecer uma linha vermelha. Para ele, alianças só fazem sentido se não exigirem concessões que comprometam princípios ou valores políticos. O recado foi claro: composição não pode significar submissão.
Na mesma linha, o vice-governador criticou práticas tradicionais da política que envolvem a divisão antecipada de cargos e espaços de poder como moeda de troca. Defendeu que um eventual mandato deve responder à vontade popular, e não a compromissos firmados com partidos ou grupos específicos em troca de apoio.
O posicionamento de Pivetta sinaliza que, ao menos por enquanto, ele busca se apresentar como uma alternativa menos amarrada a arranjos clássicos da política estadual, em contraste com as movimentações já visíveis de outros atores. Em um cenário ainda em formação, o vice-governador aposta no discurso da independência como ativo político.





















