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“Fiz o correto e não me arrependo”, diz vereador sobre processo contra Prefeito de Guarantã anulado pela Justiça Parlamentar havia suspendido o procedimento na Câmara por ilegalidade agora reconhecida pelo Poder Judiciário.

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O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Guarantã do Norte, vereador Zilmar, afirmou esta semana que não se arrepende de ter permanecido na base governista e de ter suspendido  enquanto presidente em exercício da Casa, o Processo Político-Administrativo nº 001/2026 contra o prefeito Márcio Gonçalves. De acordo com o parlamentar, a medida mostrou-se acertada após o Poder Judiciário anular o processo de cassação do chefe do Executivo, sob o fundamento de ausência de justa causa.

A declaração foi feita após a apresentação de sua defesa escrita na representação instaurada dentro da própria Câmara, onde o parlamentar agora responde a um processo que pode culminar até mesmo em sua destituição da Mesa Diretora.

Mesmo sob risco político e institucional, Zilmar declarou que agiu por dever legal e afirmou manter “fé na Justiça”.

“Em tempos de engano universal, dizer a verdade torna-se um ato revolucionário”, escreveu o vereador logo na abertura de sua defesa, citando George Orwell.

O caso ganhou forte repercussão após a Vara Única de Guarantã do Norte conceder mandado de segurança anulando integralmente o processo de cassação contra o prefeito. Na sentença, o juiz Guilherme Carlos Kotovicz afirmou que:

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“o recebimento de denúncia desprovida de justa causa material, ainda que aprovado por maioria do Plenário, constitui ato ilegal passível de controle jurisdicional”.

A decisão judicial foi interpretada por aliados de Zilmar como confirmação de que o parlamentar foi o único vereador a enfrentar o processo mesmo diante da maioria absoluta da Câmara, que havia votado pelo recebimento da denúncia.

Na defesa apresentada ao Legislativo, Zilmar sustenta que atuou para impedir o avanço de um procedimento que já possuía parecer ministerial apontando ausência de justa causa.

O vereador afirma que sua decisão de suspender a comissão processante não foi motivada por interesse político, mas por dever institucional.

“Não me arrependo de ter feito o correto. Mesmo sozinho, eu não poderia fechar os olhos para uma ilegalidade. Hoje a própria Justiça confirmou aquilo que eu sustentei desde o início”, declarou.

O documento protocolado pela defesa acusa a atual presidência da Câmara de promover uma perseguição política contra o parlamentar por ele ter sido o único membro da Mesa Diretora a barrar o avanço do processo posteriormente declarado ilegal pelo Judiciário.

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Em outro trecho da sentença, o magistrado também destacou que:

“o processo de cassação não pode ser utilizado como instrumento de pressão política ou de retaliação institucional”.

Apesar da decisão favorável da Justiça, a representação interna contra Zilmar continua tramitando na Câmara Municipal. O vereador sustenta que o procedimento é nulo, possui vícios regimentais e foi instaurado como forma de retaliação por sua postura.

Nos bastidores políticos da cidade, o episódio já é tratado como um dos maiores embates institucionais recentes entre Legislativo e Judiciário no município.

Aliados do parlamentar afirmam que a postura de Zilmar “custou caro politicamente”, mas consolidou sua imagem como o único vereador que enfrentou o sistema mesmo isolado.

“Quando todos ficaram em silêncio, eu preferi ficar ao lado da legalidade. Posso estar sendo perseguido politicamente dentro da Câmara, mas continuo acreditando na Justiça e na verdade”, concluiu o vereador.

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