Da Redação – ROTA MT
Com mais de 50 anos de emancipação político-administrativa, o município de Tangará da Serra vive um momento de debate importante sobre sua representação em Brasília. Apesar de historicamente conseguir eleger deputados estaduais, a cidade nunca teve de fato um deputado federal eleito de forma direta e titular para defender os interesses locais no Congresso Nacional.
Ao longo dos anos, a região chegou a contar apenas com parlamentares na condição de suplentes, que eventualmente assumiram mandatos de forma temporária, mas sem uma representação definitiva na Câmara Federal. Esse cenário tem sido apontado por lideranças políticas e pela própria população como um dos fatores que limitam o acesso a grandes volumes de recursos federais, fundamentais para obras estruturantes e investimentos em desenvolvimento.
A percepção de parte da sociedade é de que a ausência de um representante fixo em Brasília acaba reduzindo o peso político da região nas decisões nacionais. O reflexo, segundo lideranças locais, pode ser percebido em desafios econômicos e na desaceleração de alguns setores da economia municipal.
Nesse contexto, cresce o movimento para que Tangará da Serra e municípios vizinhos se unam em torno de um nome com viabilidade eleitoral e articulação política. Entre os nomes colocados no debate, o que mais ganha força nas conversas políticas e na preferência popular é o do ex-deputado estadual Wagner Ramos.
Com experiência acumulada após dois mandatos completos como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso e mais dois mandatos como suplente, Wagner Ramos construiu relações políticas consideradas estratégicas dentro e fora do estado. Esse histórico tem sido apontado por apoiadores como um dos principais fatores que o credenciam para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Nos bastidores, lideranças avaliam inclusive a possibilidade de unificação de forças políticas em torno do ex-parlamentar, o que poderia transformá-lo no principal ou até único candidato a deputado federal com base eleitoral em Tangará da Serra.
Outros nomes também aparecem no cenário político local, como o do secretário municipal de Infraestrutura, Magno, e o da vereadora Sara Botelho, que são citados em discussões dentro da comunidade política.
Entretanto, analistas e lideranças regionais avaliam que Wagner Ramos possui hoje uma vantagem estratégica por conta do seu alinhamento político com o governo estadual e pelo trânsito junto a diversas lideranças em Mato Grosso e em Brasília. Essa articulação é vista como um fator que pode facilitar a busca por investimentos e programas federais voltados ao desenvolvimento regional.
Outro argumento recorrente no debate político é o vazio de representação federal em uma extensa faixa do estado. No eixo que vai de Cuiabá até Colniza, passando por Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, não há atualmente um deputado federal diretamente ligado à base eleitoral desses municípios.
Em conversa com Wagner Ramos, ele disse ao jornalismo do portal de noticias ROTA MT que á região tem possibilidade de eleger 3 federal e 5 deputados estaduais.
Para muitos líderes regionais, essa lacuna reforça a necessidade de união política para garantir que a região tenha voz própria em Brasília. A expectativa é de que, nas próximas eleições, Tangará da Serra possa finalmente conquistar uma cadeira titular na Câmara Federal e fortalecer sua presença nas decisões nacionais.
Nesse cenário, o nome de Wagner Ramos surge como um dos principais símbolos dessa tentativa de levar a força política da região ao Congresso Nacional.



















