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Chumbinho Becker morre em acidente na SC-305; lenda do motocross teve títulos em MT e correu em Tangará, Sinop e Sorriso

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A lenda do motocross brasileiro Milton “Chumbinho” Becker morreu aos 56 anos na tarde deste sábado (31), após um grave acidente de trânsito na rodovia SC-305, no Oeste de Santa Catarina. O acidente ocorreu na cabeceira da ponte sobre o rio Três Voltas, na divisa entre os municípios de Campo Erê e São Lourenço do Oeste.

De acordo com as informações apuradas, Chumbinho conduzia uma motocicleta Yamaha Tracker quando, por causas ainda não esclarecidas, perdeu o controle da direção e sofreu uma queda nas proximidades da ponte. O trecho onde ocorreu o acidente passa por obras de revitalização, com parte da pista em concreto e o restante ainda não concluído, apresentando buracos e presença de brita. A velocidade máxima no local é de 40 km/h. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas constataram o óbito ainda no local.

Natural de Itapiranga, município do Extremo Oeste catarinense, Milton Becker construiu uma das trajetórias mais vitoriosas da história do motocross nacional. Conhecido pelo apelido “Chumbinho”, ganhou fama pela agilidade e precisão nas manobras. Vindo da roça, iniciou cedo no esporte e, ao longo de cerca de 30 anos de carreira, acumulou conquistas que o colocaram entre os maiores pilotos do país.

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Chumbinho foi multicampeão brasileiro de motocross, com pelo menos 27 títulos nacionais, além de mais de 70 conquistas ao longo da carreira. Foi nove vezes campeão catarinense, bicampeão paranaense e também deixou sua marca em Mato Grosso, onde correu pelo Moto Clube de Tangará da Serra e conquistou dois títulos estaduais. Ele disputou etapas do Campeonato Brasileiro em cidades como Sinop e Sorriso, ampliando ainda mais sua relevância no cenário nacional.

Sua importância para o esporte foi reconhecida em diversas homenagens, incluindo exposições no Museu Comunitário de Itapiranga, que registraram sua trajetória como referência e inspiração para novas gerações. Mesmo após se aposentar profissionalmente das pistas, em 2018, Chumbinho seguiu ligado ao motociclismo e atuava no setor de transportes na região.

Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) lamentou a morte do piloto e destacou seu legado. Para a entidade, Chumbinho foi “um dos maiores ícones da história do esporte sobre duas rodas no Brasil”, ressaltando que sua trajetória se confunde com a própria evolução do motocross nacional. A CBM também enfatizou a longevidade, o profissionalismo e o espírito competitivo do atleta, que serviram de exemplo para gerações de pilotos.

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O sepultamento de Milton “Chumbinho” Becker está marcado para este domingo, em Itapiranga, sua cidade natal. A morte do piloto deixa comoção entre familiares, amigos e a comunidade do motocross, que perde um de seus maiores símbolos.

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