O pré-candidato ao Governo de Mato Grosso pelo PL, Wellington Fagundes, participou nesta sexta-feira (19) de entrevista em programa de Tv em Cuiabá. Durante a entrevista Wellington apresentou propostas para a administração estadual e fez críticas à condução de obras, à política de valorização dos servidores e às prioridades do atual governo.
Ao falar sobre a diferença entre seu projeto e o grupo político hoje liderado pelo governador em exercício Otaviano Pivetta, Wellington defendeu uma gestão mais próxima da população.
“Quero ser um governo humano, que chegue onde a mão do Estado não alcança, principalmente para quem mais precisa. Sem panelinhas ou caldeirõezinhos, com representatividade e valorização dos servidores.”
O pré-candidato também reafirmou o compromisso de pagar a Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos.
“O RGA é uma dívida. E dívida tem que ser paga.”
Wellington Fagundes esclareceu posicionamentos sobre o Parque Novo Mato Grosso. Segundo ele, a crítica feita recentemente não é ao empreendimento, mas à utilização de recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETAB) para financiar a obra.
“Nunca disse que não faria o parque funcionar. Sou contra Mato Grosso e o Brasil serem campeões de obras inacabadas. O parque deve ser concluído, mas com responsabilidade e buscando a participação da iniciativa privada.”
Ao comentar a situação do BRT entre Cuiabá e Várzea Grande, Wellington classificou a condução do projeto como um exemplo de prioridades equivocadas.
“Prometeram concluir o VLT em dois anos. Depois venderam os vagões para a Bahia e deixaram uma cicatriz entre Cuiabá e Várzea Grande.”
Outro tema abordado foi a situação dos empréstimos consignados envolvendo servidores estaduais. Wellington voltou a cobrar esclarecimentos sobre a atuação do Banco Master e seus impactos para o funcionalismo público.
Na área de infraestrutura, o pré-candidato citou os problemas registrados na MT-170, que apresentou deterioração poucos meses após a conclusão das obras. Para ele, o caso demonstra falhas de planejamento e fiscalização.
“A estrada foi refeita no ano passado e já se desfez. Falta padrão técnico, fiscalização e responsabilidade com o dinheiro público.”
Ele também criticou uma declaração do governador em exercício Otaviano Pivetta sobre as condições das rodovias estaduais.
“Enquanto existem mais de mil quilômetros de estradas esburacadas, o governador classificou a situação como um ‘probleminha’. Para quem depende dessas rodovias para trabalhar, estudar ou receber atendimento de saúde, isso não é problema pequeno.”
Ao encerrar a entrevista, Wellington reafirmou que pretende construir um governo focado na conclusão de obras, valorização dos servidores e melhoria dos serviços públicos em todas as regiões do estado.





















