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“Tem que respeitar a Assembleia”, diz Dr. João após construtora ignorar convocação de comissão da ALMT

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Da Assessoria 

Deputado reagiu à ausência da empresa Augusto Veloso em reunião da Comissão de Saúde e afirmou que a Assembleia vai buscar medidas jurídicas para exigir explicações sobre obras de Confresa e Tangará da Serra.

O deputado estadual Dr. João (MDB) fez duras críticas à construtora Augusto Veloso após a empresa não comparecer à reunião da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, realizada na terça-feira (19), para explicar os atrasos nas obras dos hospitais regionais de Confresa e Tangará da Serra. Segundo o parlamentar, a postura da empresa foi desrespeitosa com a Assembleia e com a população mato-grossense, já que os empreendimentos são financiados com recursos públicos.

A ausência da construtora ganhou ainda mais peso porque a comissão havia convocado a reunião justamente para atualizar o andamento de obras consideradas estratégicas para três grandes regiões do estado. No encontro, os deputados receberam o diretor-presidente da Salver Construtora e Incorporadora Ltda., Sálvio Pedro Machado, responsável pela obra do Hospital Regional de Juína, mas não tiveram a mesma resposta da Augusto Veloso, responsável pelos hospitais de Confresa e Tangará da Serra.

Dr. João afirmou que a comissão esperava, no mínimo, uma explicação objetiva sobre os atrasos, para que os parlamentares pudessem prestar esclarecimentos à sociedade.

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“Nós estamos muito preocupados, porque as pessoas perguntam quando vão ficar prontos os hospitais. São três grandes regiões do estado”, declarou.

Ao comentar o ofício encaminhado pela Augusto Veloso, o deputado elevou o tom e disse que a empresa tratou a Assembleia com desprezo.

“Infelizmente, uma dessas empresas, Augusto Veloso, inclusive tratou a Assembleia como um desdém, de uma forma até muito mal-educada, muito grosseiramente. Eles não têm noção do que representa um poder legislativo. Então, nós ficamos muito chateados”, afirmou.

De acordo com a discussão na comissão, o documento enviado pela empresa indicaria, em resumo, que ela não teria satisfação a dar ao colegiado. A reação dos parlamentares foi imediata. Dr. João disse que, diante da gravidade da resposta, a comissão vai acionar o setor jurídico da ALMT para analisar quais medidas podem ser adotadas a fim de obrigar os responsáveis a prestarem esclarecimentos.

“Acho que o mínimo que podem fazer é ter respeito. A gente queria saber, para a gente esclarecer à população, dar um motivo para tentar esclarecer [os atrasos]. Vamos mostrar para eles que precisam ter respeito com o poder legislativo”, afirmou.

Na avaliação do primeiro-secretário da ALMT, a empresa não pode se esconder atrás da condição de iniciativa privada para evitar explicações sobre contratos ligados a obras públicas de grande porte. Segundo ele, os hospitais são custeados com dinheiro do contribuinte e, por isso, precisam ser acompanhados de perto pelo Parlamento.

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“É porque ele acha que, como ele é uma empresa privada, não tem que dar resposta. Aqui é dinheiro público, cada hospital desse são mais de R$ 100 milhões, é dinheiro de imposto da população, de imposto do povo, então tem que ter respeito, ter noção. É uma empresa praticamente centenária, eles deviam ter aprendido com o passar do tempo”, disparou.

Ao final, o deputado reforçou que Mato Grosso tem regras e instituições que precisam ser respeitadas, sobretudo quando se trata de obras públicas ligadas à saúde.

“Aqui em Mato Grosso as leis funcionam, eles têm que respeitar o Estado de Mato Grosso, principalmente a Assembleia Legislativa”, completou.

No caso de Tangará da Serra, a obra é uma das principais bandeiras defendidas por Dr. João ao longo do mandato. Para o parlamentar, além de cobrar prazos e transparência, a Assembleia precisa agir para impedir que a demora continue penalizando milhares de pessoas que esperam por uma estrutura melhor de atendimento no interior do estado.

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