A polêmica política em Várzea Grande ganhou novos contornos nesta semana depois que a prefeita Flávia Moretti colocou fim, pelo menos por agora, às especulações sobre uma possível troca de legenda. Mesmo diante de convite formal para ingressar no Podemos, a gestora afirmou que seguirá no Partido Liberal.
A declaração vem em meio a um momento de tensão dentro da própria base. A prefeita reconhece que há ruídos na relação com aliados locais, como o vice-prefeito e parlamentares da Câmara, mas deixou claro que as divergências não são suficientes para provocar uma saída. Segundo ela, sua história política está vinculada ao PL e a decisão, neste momento, é de permanecer onde está.
O convite para migrar de sigla partiu do presidente regional do Podemos, o ex-deputado estadual Ulysses Moraes, que tem articulado o fortalecimento do partido em Mato Grosso. A movimentação ocorre em paralelo a uma possível reorganização de forças na Assembleia Legislativa, onde lideranças avaliam mudanças partidárias visando as próximas eleições.
Nos bastidores, a fala da prefeita também foi interpretada como resposta indireta a declarações do deputado estadual Fábio Tardin, atualmente no Partido Socialista Brasileiro, que sinalizou desconforto quanto à convivência política em uma mesma legenda. Tardin deve acompanhar o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, em eventual mudança partidária, o que pode redesenhar o cenário regional.
Apesar das portas abertas no Podemos, Flávia reforçou que qualquer decisão futura será tomada com cautela. Por enquanto, a palavra de ordem no gabinete é estabilidade. Em um ambiente político marcado por rearranjos e disputas internas, a prefeita aposta na permanência como estratégia para manter o controle do jogo e evitar mais turbulência em sua base.





















