O senador Wellington Fagundes (PL) afirmou que pretende visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no início de março, após receber autorização do Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, a liberação permite apenas uma visita individual, com tempo limitado, o que motivou críticas à forma como o acesso tem sido concedido.
Em declaração à imprensa, Fagundes disse que o pedido para visitar Bolsonaro partiu de um grupo de parlamentares aliados, mas que nem todos tiveram autorização. Para o senador, as restrições impostas contrastam com situações do passado envolvendo outros líderes políticos e reforçam, na avaliação dele, um tratamento desigual por parte do Judiciário.
O parlamentar também questionou a decisão que impede o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, de ter contato com Bolsonaro. Para Fagundes, a medida afeta diretamente o funcionamento partidário e o debate democrático, ao limitar a comunicação entre lideranças políticas.
Durante a entrevista, o senador ainda avaliou que o Congresso Nacional tem perdido força institucional. Ele citou como exemplo a dificuldade de avançar pautas sensíveis, como pedidos de impeachment de ministros do Supremo, mesmo quando há apoio significativo de parlamentares.
Pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes também comentou sobre a articulação no Legislativo para tentar derrubar o veto presidencial a um projeto que trata da revisão de penas aplicadas pelo STF a condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, o tema seguirá em debate no Congresso nos próximos meses.




















