Um homem foi preso na noite desta terça-feira suspeito de matar o próprio filho, de 2 anos e 5 meses, e, em seguida, tentar tirar a própria vida. O crime ocorreu em um conjunto de quitinetes localizado na rua Alencar Bortolanza, no bairro Vila Bela em Sorriso.
De acordo com informações da Polícia Militar, vizinhos perceberam uma movimentação estranha no imóvel após ouvirem som alto e um barulho semelhante a telhas quebrando. Diante da situação, tentaram contato com o morador, mas não obtiveram resposta. Com a porta trancada, populares arrombaram a entrada e encontraram o homem pendurado por uma corda e a criança deitada sobre a cama.
O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e realizou o resgate do suspeito e da criança, encaminhando ambos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, posteriormente, ao Hospital Regional. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pelas equipes de socorro e pelos profissionais de saúde, o bebê não resistiu e teve o óbito confirmado.
Segundo o sargento Campos Almeida, o crime teria sido motivado pela não aceitação do término do relacionamento entre o suspeito e a mãe da criança. Conforme relatado pela polícia, o homem deixou uma carta e enviou mensagens a diversas pessoas indicando que cometeria atos contra o filho e contra si mesmo. “Pelos relatos colhidos, ele demonstrava grande perturbação emocional e deixou claro que não aceitava o fim da relação”, explicou o militar.
Ainda conforme a PM, a mãe da criança chegou ao hospital bastante abalada e informou que estava separada do suspeito há cerca de duas semanas e que havia iniciado recentemente um novo relacionamento. Ao tomar conhecimento da situação, o homem teria passado a enviar mensagens com tom ameaçador e se recusado a devolver o filho no fim de semana.
Após a confirmação da morte da criança e diante do conteúdo da carta e das mensagens enviadas, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à delegacia. O boletim de ocorrência foi registrado e o caso será investigado pela Polícia Civil.
Durante o atendimento policial, o homem apresentou falas desconexas. Em um primeiro momento, negou ter cometido o crime, mas permaneceu em silêncio ao ser questionado sobre as mensagens e o conteúdo da carta, demonstrando confusão mental diante dos fatos ocorridos.
O caso segue sob investigação.

















