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Assessor do Vereador Jeferson Siqueira é preso em Cuiabá

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J.M.F.P., 26 anos, foi autuado por receptação e posse de arma; primo dele, funcionário de um pátio de veículos, que teria cometido o furto foi liberado por falta de flagrante.

 

O assessor parlamentar, lotado no gabinete do vereador Jeferson Siqueira, identificado como J.M.F.P., foi preso na noite de 31 de outubro em Cuiabá. Ele foi encontrado em posse de um veículo VW T-Cross possivelmente furtado, além de uma arma de fogo tipo garrucha e dezenas de munições. A prisão ocorreu em uma casa noturna no bairro Doutor Fábio 2, da qual J.M.F.P. é gerente.

O carro, avaliado em cerca de R$ 80 mil, possivelmente teria sido subtraído de um pátio de veículos pelo primo do assessor, E.P.L., de 26 anos, que confessou o crime à polícia.

A investigação teve início quando a equipe da ROTAM 90 foi acionada pelo representante da empresa Dealers Club, A.L.V. A empresa, um depósito com mais de 1.200 veículos apreendidos, reportou o furto do VW T-Cross e suspeitava de um funcionário, que atuava como vistoriador.

Conforme informações da policia que atendeu a ocorrência, a guarnição localizou E.P.L., que “confessou ter furtado o veículo VW T-Cross há cerca de uma semana”. 

E.P.L. indicou que o T-Cross procurado estava com seu primo, J.M.F.P., em um endereço no bairro Doutor Fábio 2.

Os policiais se dirigiram ao local, identificado como uma casa noturna, e encontraram o T-Cross estacionado na frente. J.M.F.P., gerente do estabelecimento, “confirmou ser primo de Emerson e declarou que o veículo havia sido deixado com ele tem dois dias”.

Durante a busca no interior do carro, a PM localizou “uma garrucha calibre .32 com duas munições sendo uma deflagrada além de 23 munições calibre .38”. Em um dos quartos da casa noturna, também foram apreendidas pequenas porções de substâncias análogas à cocaína e maconha.

Em seu interrogatório, J.M.F.P., se identificou como Assessor do vereador Jeferson Siqueira na Câmara Municipal de Cuiabá, e apresentou sua versão dos fatos. Ele alegou que o primo, E.P.L., é “viciado em jogos” e estava devendo um “agiota”. Para ajudá-lo, J.M.F.P. teria penhorado seu próprio Fusca 1974 para emprestar o dinheiro ao primo.

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Como ele ficou sem carro para trabalhar, E.P.L. teria oferecido veículos da empresa “emprestados”. J.M.F.P. confirmou ter usado  o T-Cross prata, que estava com ele há cerca de dois dias.

Sobre a arma, J.M.F.P. admitiu ser o dono, alegando que “pertencia ao seu avô” e que “não lembrava que estava no carro”. Ele negou a posse das drogas, afirmando que foram encontradas “em posse de algumas mulheres” no estabelecimento.

Na Central de Flagrantes, a delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos Moura analisou o caso e tomou decisões distintas para os dois primos.

E.P.L., o vistoriador suspeito do furto, foi liberado. A delegada entendeu que não havia mais “situação flagrancial”, pois o furto teria ocorrido “há cerca de dois dias”, o que “rompe o nexo de imediatidade exigido” pela lei. Ele responderá por furto qualificado por abuso de confiança em inquérito.

Já o assessor parlamentar J.M.F.P. teve a prisão ratificada. Ele foi autuado por receptação (Art. 180 do CP) e posse irregular de arma de fogo de uso permitido (Art. 12 da Lei 10.826/03). A posse das drogas será tratada em um procedimento separado no Juizado Especial Criminal.

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A delegada não arbitrou fiança, pois “a soma das penas máximas” (7 anos) ultrapassa o limite legal de 4 anos para decisão policial, cabendo a análise da liberdade provisória apenas ao Poder Judiciário. J.M.F.P. foi encaminhado para a Gerência de Custódia e Escolta Metropolitana. O veículo foi periciado e restituído à empresa.

 

Posicionamento do Vereador

O vereador Jeferson Siqueira, em suas redes sociais publicou uma nota oficial informando que assim que tomou conhecimento do ocorrido de imediato determinou o afastamento do assessor parlamentar, e que aguarda o desenrolar das investigações para que posteriormente medidas administrativas sejam tomadas.

 

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