Empresários ligados à Câmara dos Dirigentes e Lojistas (CDL) de Cuiabá defenderam, nesta terça-feira (20), a implementação da cobrança do estacionamento rotativo na área central da cidade como fomento ao comércio da região, pontuando a existência de benefícios e melhor ordenamento, visto que, antes do firmamento de contrato com a CS Mobi, as ruas eram tomadas por carros parados por horas e frequente cobrança de “flanelinhas”.
Durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Estacionamento Rotativo, que apura detalhes do contrato de Parceria Público-Privado (PPP) de 30 anos, o presidente da CDL, Júnior Macagnam, reforçou que a medida potencializa as vendas e faz a economia da cidade girar: “Essa é uma luta muito antiga da CDL Cuiabá, porque ela dá oportunidade de criar vagas nos centro e é o que a gente vê acontecendo hoje”.
“Nós, da CDL, somos muito favoráveis ao estacionamento porque todos que forem lá vão encontrar vagas, ao contrário do que acontecia antes. Às 7h, praticamente não tinha vaga nenhuma e a gente vive em uma competição com os sites de vendas. Então, hoje o consumidor busca conforto […] Comprando na internet, a arrecadação de Cuiabá cai, então, é importante o rotativo. A gente não sabe os melindres do contrato, vocês vereadores estão apurando. Agora, nós esperamos que esse rotativo continue”, argumentou.
O empresário e presidente do sindicato do Comércio de Tecido e Confecções, Sérgio Antunes, defendeu a necessidade de transparência do contrato e da manutenção do estacionamento rotativo, ressaltando que a iniciativa deixa a cidade mais organizada e fomenta a economia. Ele ressaltou que, antes mesmo da implementação, os consumidores eram submetidos a cobranças irregulares, contudo, agora a situação está ordenada.
“quando não tinha o estacionamento rotativo, sempre tinha alguém cobrando e o cidadão pagava”
“Os valores [cobrados de R$ 3,40 por hora para carros e R$ 2 para motos] são adequados, não acho alto. Acho que o modelo de compra é bom. Para alguns dá uma atrapalhada, mas pode dar uma evoluída. O estacionamento dá esse sentido de disciplina, você acaba influenciando outras áreas […] E lembrando também, quando não tinha o estacionamento rotativo, sempre tinha alguém cobrando e o cidadão pagava”, indicou.
Além disso, defenderam que os vereadores acompanhem a contrapartida da CS Mobi, no sentido de revitalização da cidade, pois compreendem ser uma oportunidade de ouro para recuperar também o turismo.
A CPI é presidida pelo vereador Rafael Ranalli (PL), e conta com a composição da vereadora Maysa Leão (Republicanos) e Dilemário Alencar (UB). A Comissão vai verificar a legalidade e a transparência das cláusulas do contrato, incluindo o pagamento mensal de R$ 650 mil pela Prefeitura à empresa, apurar a relação de fiança da Prefeitura no empréstimo tomado pela CS Mobi junto ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste e as implicações dessa fiança para os cofres públicos do Município, além da averiguação do cumprimento das obrigações da empresa.

























